Nesta quarta-feira (18) acontece a final da Liga Europa 2010/2011 entre Porto e Braga, ambos de Portugal. A decisão será em Dublin, Irlanda, no estádio Dublin Arena. Esta será quinta final do Porto na Liga, enquanto o Braga disputa seu primeiro título da competição.
Para chegar à grande final, o Porto superou os russos CSKA Moscow e o Spartak Moscow, nas oitavas e nas quartas de final, respectivamente. Na semifinal o Dragão venceu o Villareal, da Espanha. Já o Braga passou pelo Liverpool-ING, nas oitavas, pelo Dynamo de Kiev-RUS, nas quartas, e na semifinal eliminou o também português, Benfica.
A favor do Porto, cabe destacar a temporada irretocável do clube, Campeão Português invicto, e o ótimo momento do brasileiro Hulk e do atacante Falcao Garcia, que se tornou o maior artilheiro de uma edição da competição, com 16 gols. A favor do Braga, o fato de jogar sem pressão, a chance de desafiar a tradição dos Dragões e de consolidar seu nome no cenário europeu.
A final da Liga Europa é disputada em jogo único, em campo neutro, neste caso, a decisão 100% portuguesa será em Dublin, Irlanda. Em caso de empate no tempo regulamentar, as equipes decidem o título na prorrogação. Se persistir a igualdade, o campeão será definido nos pênaltis.
Árbitro: Carlos Velasco-ESP
Assistentes: Roberto Alonso Fernández-ESP e Jesús Calvo Guadamuro-ESP
Editado por Gabriel Pontes (@GabrielPontes14), texto da Gazeta Press
O bom do futebol é que ele é tão surpreendente que nenhum roteiro de cinema poderia retratar com fidelidade o que se viu na tarde de domingo no Olímpico. Ninguém seria capaz de escrever uma história como a que foi vista na final do Campeonato Gaúcho. Teve reviravolta, teve drama, teve tudo que torna esse esporte tão emocionante. Teve tudo o que explica a rivalidade centenária de um Gre-Nal.
O título do Inter foi suado. Parecia que seria impossível nos primeiros minutos do confronto. Mas no jogo de bola tudo pode ser revertido. Os colorados viraram o clássico, abriram vantagem para serem campeões, mas Borges descontou a menos de dez minutos do fim da partida. A vitória vermelha por 3 a 2 levou a decisão para os pênaltis. Na batalha dos goleiros, Renan levou a melhor, defendendo três cobranças, contra duas de Victor, dando a vitória ao Inter por 5 a 4.
Antes da bola rolar, Falcão mudou seu time, colocou Juan na lateral esquerda e Kleber no meio-campo. Foi tudo o que Renato Gaúcho queria. O Grêmio dominou, marcou um com Lúcio, aos 15 minutos. Ampliar o placar e garantir a taça parecia ser uma questão de tempo. Entretanto, Gre-Nal é Gre-Nal.
Mesmo com a equipe jogando mal, Leandro Damião empatou após cruzamento de Zé Roberto, que ingressara no lugar de Juan. Nos acréscimos, Andrezinho virou o placar em um chute de fora da área. A vantagem era um milagre pelo nível da atuação colorada, mas Gre-Nal é Gre-Nal, tudo pode acontecer.
Indefinido foi o modo como o segundo tempo transcorreu, nem mesmo quando um traço mais forte de decisão apareceu, conseguiu se firmar. Ele foi rapidamente apagado. Zé Roberto sofreu pênalti, aos 27 minutos. D'Alessandro deixou o Inter próximo da taça. Ainda tinha muito para acontecer. Muito mesmo, pois Gre-Nal é Gre-Nal.
Quando tudo parecia decidido, teve o choro de Borges. Lágrimas justificadas por alguém que vive má fase no clube e pode ser dispensado, mas não esmorece. Com a 9, ele estava onde o centroavante tem que estar, aproveitou-se da falha de Renan e jogou a disputa da taça para os pênaltis.
Douglas marcou para o Grêmio. D'Alessandro, na sequência, fez o mesmo para o Inter. Willian Magrão viu Renan defender seu chute, mas também foi testemunha da defesa de Victor no tiro de Damião. Fábio Rochemback converteu o seu. Kleber parou no goleiro gremista. Só que Lúcio não superou Renan. Oscar igualou tudo colocando a bola na rede. Lins converteu seu chute. Bolatti levou a decisão para as cobranças alternadas. Rodolfo jogou a pressão para o outro lado. Nei não desperdiçou. Adilson não venceu o goleiro do Inter. Tudo ficou nos pé direito de Zé Roberto. O meia contratado no começo do ano deu o 40º título gaúcho ao Colorado.
No fim de semana ocorre a estreia de ambos no Campeonato Brasileiro. O Grêmio receberá o Corinthians, enquanto o Inter enfrenta o Santos, na Vila Belmiro.
O clássico
Contando quatro jogos sem vitória, temendo preencher todos os dedos de uma mão sem ganhar, Falcão recorreu a um fato novo para escalar o Inter. Optou por Juan na lateral esquerda, colocando Kleber no meio-campo, formação inédita desde sua chegada.
Não funcionou. O começo de jogo mostrou um time, o Grêmio, contra 11 jogadores. O domínio era total. Os colorados não conseguiam tocar a bola, ter o domínio e ditar o ritmo. O Tricolor, por outro lado, se empunha em todos os aspectos, mostrava-se superior.
Se a bola aérea se mostra há muito tempo um problema para o clube do Beira-Rio,a linha do impedimento ganha força na disputa das maiores falhas. Novamente a defesa vacilou nesse aspecto, permitindo que Lúcio, aos 15 minutos, entrasse frente a frente com Renan e marcar.
O título passava a ser questão de tempo. Em casa, contra um adversário perdido em campo, somente um desastre poderia fazer a taça escapar das mãos gremistas. Viçosa, aos 18 minutos, parou duas vezes em Renan. Só que em Gre-Nal nada é fácil. Em um lance tudo pode mudar.
Falcão, aos 28 minutos, assinou seu fracasso na escalação ao colocar Zé Roberto no lugar de Juan. Menos de uma volta inteira do ponteiro no relógio, a primeira jogada de qualidade surgiu. D'Alessandro tabelou com Zé Roberto, este último cruzou por baixo e Leandro Damião empatou. O placar apontava Grêmio 1 x 1 Inter. Mas na verdade, o empate era contra Damião. Era , praticamente, o time de um homem só. Dos três arremates vermelhos, todos tinham sido do camisa 9.
O gol não mudou o desenho em campo, agora, emoldurado por um belo arco-íris. A diferença é que a qualidade das atuações não estava tão distante. Um clássico é um jogo propício para o imponderável acontecer. O inesperado se materializou aos 46 minutos, pegando o rebote do escanteio, Andrezinho acertou o canto de Victor, virando o Gre-Nal.
O segundo tempo começou com o clima de que tudo poderia acontecer. A tensão era transparente a cada movimento. As ações passaram a ser parelhas. Todos em busca de um gol. Um gol que significava um título sobre o maior rival.
Após cruzamento de Zé Roberto, Damião completou para fora. Na sequência, Viçosa bateu para fora. Seguia tudo indefinido.
Um traço mais claro do que ocorreria apareceu aos 27 minutos, quando Zé Roberto foi derrubado por Victor na área. Na cobrança, D'Alessandro foi perfeito, colocando as taças nas mãos vermelhas. Ao Grêmio restavam 15 minutos para mudar os caminhos do Gauchão. Para tentar reverter a situação, Renato Gaúcho trocou a dupla de ataque, colocando Borges e Lins ao mesmo tempo, dando pulmões novos ao setor ofensivo.
Em má situação no clube, Borges mostrou que ainda tem seu valor. Após cruzamento, Renan subiu e segurou a bola, na descida bateu em Índio, no rebote, o centroavante gremista, onde centroavante tem que estar, descontou, aos 36 minutos. Gol que mantinha o Grêmio atrás, mas que levava a decisão do título para os pênaltis.
FICHA TÉCNICA - GRÊMIO 2 (4) X (5) 3 INTER
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS) Data: 15 de maio, domingo Horário: 16 horas (de Brasília) Árbitro: Leandro Vuaden Assistentes: Autemir Hausmann e Júlio César Santos Cartões amarelos: Vilson, Fabio Rochemback, Douglas e Victor (Grêmio); Juan, Zé Roberto, D'Alessandro, Guiñazu e Bolívar (Inter)
GOLS: GRÊMIO: Lúcio, aos 15 minutos do primeiro tempo, e Borges, aos 36 minutos do segundo tempo; INTER: Leandro Damião, aos 29, e Andrezinho aos 46 minutos do primeiro tempo; D'Alessandro, aos 29 minutos do segundo tempo
GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Vilson (Willian Magrão), Rodolfo e Gilson; Fábio Rochemback, Adilson, Lúcio e Douglas; Leandro (Lins) e Junior Viçosa (Borges) Técnico: Renato Gaúcho
INTER: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Juan (Zé Roberto); Bolatti, Guiñazu, Kleber, D'Alessandro e Andrezinho (Oscar); Leandro Damião Técnico: Paulo Roberto Falcão
Na noite seguinte à finalíssima do estadual, segunda (16), foram premiados os atletas destaque do campeonato estadual de maior média de público. Além deles, outros prêmios foram distribuídos. Vejam abaixo os vencedores de cada prêmio, estão marcados em negrito.
Goleiro: Tiago Cardoso (Santa Cruz), Magrão (Sport) e Romero (Petrolina) Lateral-direito: Thiaguinho (Sport), Rodrigo Heffner (Náutico) e Roma (América) Zagueiros (duas vagas): Thiago Matias (Santa Cruz),Valnei (Central), Everton Luis (Náutico), Tobi (Sport), Leandro Souza (Santa Cruz) e Sandro Miguel (Porto) Lateral-esquerdo: Janilson (Araripina), Renatinho (Santa Cruz), Wellington Saci (Sport) Volantes (duas vagas): Jeovânio (Santa Cruz), Daniel Paulista (Sport), Everton (Náutico), Hamilton (Sport), Memo (Santa Cruz) e Derley (Náutico). Meias (duas vagas): Eduardo Ramos (Náutico), Robertinho (Petrolina), Wesley (Santa Cruz) Marcelinho Paraíba (Sport), Thiago Laranjeira (Porto) e Natan (Santa Cruz) Atacantes (duas vagas): Paulista (Porto), Gilberto (Santa Cruz), Ricardo Xavier (Náutico), Carlinhos Bala (Sport), Bruno Meneghel (Náutico) e Bruno Mineiro (Sport) Técnico: Paulo Júnior (América), Zé Teodoro (Santa Cruz) e Hélio dos Anjos (Sport) Árbitro: Emerson Sobral, Cláudio Mercante e Sebastião Rufino Filho. Assistentes (duas vagas): Erich Bandeira, Helan Vieira, Jossemar Diniz, Ubirajara Ferraz, Alcides Lira e Pedro Wanderley Candidatos a craque do Campeonato Pernambucano (uma vaga): David e Branquinho (América), Odilon e Cristóvão (Araripina), Magrão e Carlinhos Bala (Sport), Flávio Caça-rato e Rosivaldo (Cabense), Fernando Pires e Vanderson (Central), Eduardo Ramos e Bruno Meneghel (Náutico), Robertinho e Bruno Maranhão (Petrolina), Paulista e Mondragon (Porto), Fagner e Clebson (Salgueiro), Gilberto e Tiago Cardoso (Santa Cruz), Nando e Cinho (Vitória), Geday e Fabrício Ceará (Ypiranga).
Campeã catarinense, a Chapecoense teve o maior número de indicações entre os finalistas; 15 no total e foi o único clube com pelo menos um representante em cada posição. Além disso, o técnico Mauro Ovelha concorreu ao prêmio de melhor técnico com dois técnicos que deixaram a competição antes do final: Márcio Goiano, ex-Figueirense, e Guilherme Macuglia, ex-Criciúma.
Entre os 10 clubes que disputaram o título, apenas os rebaixados Concórdia e Imbituba não receberam indicações. Isso mostra o equilíbrio da competição que atualmente conta com dois representantes na Série A do Brasileiro, Avaí e Figueirense; um na Série B, Criciúma; dois na Série C, Chapecoense e Joinville e dois na Série D, Brusque e Metropolitano.
O Catarinense tem sido também um celeiro de jovens atletas. Em 2010, o atacante William, do Figueirense, foi eleito o craque do campeonato e, no final da temporada, acabou se transferindo para o Corinthians. Agora, o meia Roni, do Tigre, é sondado por equipes de todo o país.
Vejam a seleção formada e os concorrentes das posições, vencedor em negrito
Goleiro: Rodolpho – Chapecoense, Andrey – Criciúma e Wilson – Figueirense.
Lateral Direito: Bruno – Figueirense, Thoni – Chapecoense e Nequinha – Metropolitano.
A Equipe do Figueirense recebeu um troféu como a mais disciplinada da competição e o goleiro Wilson, também do Figueirense, foi premiado como o menos vazado do campeonato.
O Cruzeiro venceu o Atlético-MG por 2 a 0 na Arena do Jacaré e garantiu o título Mineiro de 2011. Wallyson e Gilberto, no 2º tempo, marcaram os gols da Raposa, que só precisava vencer para garantir o título.
Equipe do Cruzeiro, campeã Mineira de 2011 (Foto: Washington Alves / Vipcomm)
O Cruzeiro começou pressionando, já que precisava da vitória. porém, não conseguia criar boas chances de gol contra o Atlético-MG. Já o Galo, arriscava em contra-ataques, buscando matar o jogo.
Mais ofensivo, o Cruzeiro começava a levar perigo em bolas paradas. Sem Montillo e laterais de origem, a equipe celeste pecava na criação. O Cruzeiro chegou bem em 2 lances, com Roger e Wallyson, mas não conseguiu balançar as redes.
O começo do 2º tempo estava igual ao 1º tempo. Cruzeiro pressionando e Atlético explorando os contra-ataques. O Cruzeiro caiu de rendimento quando André Dias entrou no lugar de Everton, facilitando os contra ataques do Galo. Mas Magno Alves perdeu a grande chance do Atlético na partida.
O Cruzeiro reagiu rápido. Wallyson fez boa jogada e marcou um bonito gol. 1 a 0 Cruzeiro. o gol deu tranquilidade a Raposa, que naquele momento era campeã mineira. Gilberto ainda garantiu o título com uma bonita cobrança de falta ensaiada. 3 a 0 e festa do Cruzeiro em Minas.
Raio-X do Campeonato Mineiro:
Campeão:Cruzeiro
Vice-campeão: Atlético-MG
Copa do Brasil: Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG
Série D: América-TO e Villa Nova
Rebaixamento:Ipatinga e Funorte
Acesso da Série A2:Ituiutaba e Nacional de Nova Serrana
Time do Cruzeiro Levanta a Taça de Campeão
Participaram da Campanha:
Goleiros: Fábio e Rafael
Laterais: Pablo, Diego Renan, Rômulo (Atualmente no Atlético-PR);