Começa nesta quarta-feira a disputa pelas vagas na final da Copa do Brasil. Avaí, Ceará, Coritiba e Vasco são os times que permanecem na disputa e qualquer um que conquiste o título será de forma inédita, pois nenhum deles ainda sentiu o sabor de levantar a taça da competição nacional. As semifinais irão colocar frente a frente Ceará x Coritiba e Vasco da Gama x Avaí.
No Rio de Janeiro, a expectativa é de "caldeirão" no Estádio de São Januário. O local será o palco do primeiro jogo entre Vasco da Gama e Avaí, quarta-feira, às 21h50. A carga total de pouco mais de 20.500 ingressos foi comercializada até o início da tarde desta terça-feira. Dessa maneira, a torcida vascaína promete incentivar ao máximo em busca do resultado positivo dentro de casa.
O Vasco da Gama está invicto na competição. O time carioca disputou até o momento sete jogos, sendo quatro empates e três vitórias. A maior goleada do Vasco foi 6 a 1 diante do Comercial-MS, na primeira fase. Para chegar à semifinal, o time carioca empatou os dois jogos diante do Atlético-PR (2 a 2 em Curitiba e 1 a 1 no Rio de Janeiro), ficando com a vaga devido ao número de gols como visitante.
O Avaí, por sua vez, também disputou sete jogos, sendo três vitórias, três empates e apenas uma derrota. A maior goleada dos catarinenses foi na segunda fase, quando fizeram 4 a 1 diante do Ipatinga. Nas quartas-de-final, o Avaí eliminou o São Paulo. No jogo de ida, derrota por 1 a 0, mas na volta os catarinenses venceram, por 3 a 1, e avançaram à semifinal.
Do outro lado da chave, Ceará e Coritiba também entram em campo na quarta-feira, às 21h50, quando o Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, também estará completamente lotado. O Vozão ainda não sabe o que é derrota na competição, enquanto que o Coxa quer esquecer a perda da invencibilidade de 29 jogos na temporada de 2011.
O Ceará disputou sete jogos na Copa do Brasil, sendo cinco vitórias e dois empates. Apesar disso, o time cearense não conquistou nenhum resultado expressivo na disputa, sendo sua maior diferença de gols foi a vitória diante do Cuiabá-MT, por 2 a 0, no primeiro jogo do time na competição. Nas quartas-de-final, o time cearense passou pelo Flamengo vencendo o jogo de ida, por 2 a 1, no Rio de Janeiro. Na volta, o empate de 2 a 2 bastou.
O Coritiba, por sua vez, foi o time entre os semifinalistas que mais venceu. Em oito jogos, o time paranaense conquistou sete vitórias sendo somente uma derrota, sendo justamente o último jogo, quando levou 2 a 0 do Palmeiras. Por outro lado, a maior goleada foi diante do Verdão, por 6 a 0, no primeiro jogo.
O Porto levou a melhor na final portuguesa e conquistou nesta quarta-feira o título da Liga Europa. Na decisão disputada em Dublin, na Irlanda, o time derrotou o Braga por 1 a 0, com gol do atacante colombiano Falcão Garcia, e ganhou a competição pela segunda vez em sua história, repetindo o feito de 2003, quando ainda se chamava Copa da Uefa.
Tradicional força do futebol português, o Porto entrou na decisão desta quarta-feira como favorito diante do modesto Braga, que alcançou o maior feito de sua história ao chegar à final da Liga Europa. E conseguiu conquistar o título em Dublin, coroando uma campanha quase perfeita na competição: 15 vitórias, uma derrota e um empate.
Com 37 gols feitos na conquista do título, o Porto também se tornou o time que mais gols marcou na história de uma competição europeia - superou o Real Madrid, que fez 35 vezes na Liga dos Campeões de 2000 e 2002. E ainda comemorou o feito de Falcão Garcia, maior artilheiro da Liga Europa, com 17 gols, superando o recorde do alemão Jürgen Klinsmann, que fez 15 em 96.
Falcao marca o gol do título do Porto, o 17º para se consagrar na artilharia
Numa temporada inesquecível, sob o comando do técnico André Villas-Boas, de apenas 33 anos, o Porto já tinha conquistado o título do Campeonato Português sem perder um jogo sequer - foram 27 vitórias em 30 rodadas. Agora, foi campeão da Liga Europa. E ainda pode conseguir uma tríplice coroa: disputa a final da Taça de Portugal, no domingo, contra o Vitória de Guimarães.
Na final desta quarta-feira, o Porto não conseguiu mostrar o mesmo jogo envolvente que o consagrou durante toda a temporada. Logo aos sete minutos, o atacante brasileiro Hulk quase fez um golaço, mas chutou para fora. Do outro lado, o Braga se concentrou em parar o poderoso ataque adversário e acabou criando poucas chances para marcar seu gol.
Mesmo sem estar num dia inspirado, o ataque do Porto acabou funcionando nesta quarta-feira. O gol da vitória saiu já no final do primeiro tempo. Aos 44 minutos, Guarín cruzou para a área e encontrou o artilheiro Falcão Garcia livre de marcação. A falha defensiva do Braga foi fatal: o atacante colombiano cabeceou com precisão e fez 1 a 0.
O Braga quase chegou ao empate no começo da segunda etapa, quando o meia-atacante brasileiro Márcio Mossoró ficou livre e teve tempo para concluir, mas ele chutou mal e facilitou a defesa do também brasileiro Helton. Depois disso, o Porto não correu mais grandes riscos e administrou a vitória até a confirmação da conquista do título da Liga Europa.
Visando o início do Campeonato Brasileiro e a luta por uma vaga na Taça Libertadores da América de 2012, o Botafogo já anda fazendo buscas por jogadores que reforcem o time. E esses reforços serão, realmente, jogadores diferenciados, como pretende os dirigentes. A primeira opção já foge de qualquer comentário: Clarence Seedorf, o chefe do meio-campo do Milan.
Maurício Assumpção e André Silva, diretores do Alvinegro, desembarcaram no Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira, confiantes num acerto com o holandês. Eles tiveram uma reunião que durou 4 horas na última terça-feira, com o empresário e o próprio jogador, em seu escritório.
Clarence é casado com uma brasileira, e possui um apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro, o que pode ajudar muito ao Botafogo no acerto com ele. Mas a concorrência pelo renomado atleta é grande: além do Corinthians, que deu a entender de que irá até o fim para acertar com Seedorf, clubes da Rússia, Inglaterra, Turquia e Catar já sondam o nome dele.
O contrato de Seedorf com o Milan vence em junho, e nos próximos dias ele conversará com o clube italiano para, possivelmente, ouvir uma proposta de renovação. Mas o próprio jogador informou que poderá estar de saída do campeão italiano. Além de Seedorf, o Botafogo também está próximo de acerto com Gilberto, meia do Cruzeiro. O grande problema é o presidente Zezé Perrella, que ainda tem interesse em ver Gilberto atuar pela Raposa.
Nesta quarta-feira (18) acontece a final da Liga Europa 2010/2011 entre Porto e Braga, ambos de Portugal. A decisão será em Dublin, Irlanda, no estádio Dublin Arena. Esta será quinta final do Porto na Liga, enquanto o Braga disputa seu primeiro título da competição.
Para chegar à grande final, o Porto superou os russos CSKA Moscow e o Spartak Moscow, nas oitavas e nas quartas de final, respectivamente. Na semifinal o Dragão venceu o Villareal, da Espanha. Já o Braga passou pelo Liverpool-ING, nas oitavas, pelo Dynamo de Kiev-RUS, nas quartas, e na semifinal eliminou o também português, Benfica.
A favor do Porto, cabe destacar a temporada irretocável do clube, Campeão Português invicto, e o ótimo momento do brasileiro Hulk e do atacante Falcao Garcia, que se tornou o maior artilheiro de uma edição da competição, com 16 gols. A favor do Braga, o fato de jogar sem pressão, a chance de desafiar a tradição dos Dragões e de consolidar seu nome no cenário europeu.
A final da Liga Europa é disputada em jogo único, em campo neutro, neste caso, a decisão 100% portuguesa será em Dublin, Irlanda. Em caso de empate no tempo regulamentar, as equipes decidem o título na prorrogação. Se persistir a igualdade, o campeão será definido nos pênaltis.
Árbitro: Carlos Velasco-ESP
Assistentes: Roberto Alonso Fernández-ESP e Jesús Calvo Guadamuro-ESP
Editado por Gabriel Pontes (@GabrielPontes14), texto da Gazeta Press
O bom do futebol é que ele é tão surpreendente que nenhum roteiro de cinema poderia retratar com fidelidade o que se viu na tarde de domingo no Olímpico. Ninguém seria capaz de escrever uma história como a que foi vista na final do Campeonato Gaúcho. Teve reviravolta, teve drama, teve tudo que torna esse esporte tão emocionante. Teve tudo o que explica a rivalidade centenária de um Gre-Nal.
O título do Inter foi suado. Parecia que seria impossível nos primeiros minutos do confronto. Mas no jogo de bola tudo pode ser revertido. Os colorados viraram o clássico, abriram vantagem para serem campeões, mas Borges descontou a menos de dez minutos do fim da partida. A vitória vermelha por 3 a 2 levou a decisão para os pênaltis. Na batalha dos goleiros, Renan levou a melhor, defendendo três cobranças, contra duas de Victor, dando a vitória ao Inter por 5 a 4.
Antes da bola rolar, Falcão mudou seu time, colocou Juan na lateral esquerda e Kleber no meio-campo. Foi tudo o que Renato Gaúcho queria. O Grêmio dominou, marcou um com Lúcio, aos 15 minutos. Ampliar o placar e garantir a taça parecia ser uma questão de tempo. Entretanto, Gre-Nal é Gre-Nal.
Mesmo com a equipe jogando mal, Leandro Damião empatou após cruzamento de Zé Roberto, que ingressara no lugar de Juan. Nos acréscimos, Andrezinho virou o placar em um chute de fora da área. A vantagem era um milagre pelo nível da atuação colorada, mas Gre-Nal é Gre-Nal, tudo pode acontecer.
Indefinido foi o modo como o segundo tempo transcorreu, nem mesmo quando um traço mais forte de decisão apareceu, conseguiu se firmar. Ele foi rapidamente apagado. Zé Roberto sofreu pênalti, aos 27 minutos. D'Alessandro deixou o Inter próximo da taça. Ainda tinha muito para acontecer. Muito mesmo, pois Gre-Nal é Gre-Nal.
Quando tudo parecia decidido, teve o choro de Borges. Lágrimas justificadas por alguém que vive má fase no clube e pode ser dispensado, mas não esmorece. Com a 9, ele estava onde o centroavante tem que estar, aproveitou-se da falha de Renan e jogou a disputa da taça para os pênaltis.
Douglas marcou para o Grêmio. D'Alessandro, na sequência, fez o mesmo para o Inter. Willian Magrão viu Renan defender seu chute, mas também foi testemunha da defesa de Victor no tiro de Damião. Fábio Rochemback converteu o seu. Kleber parou no goleiro gremista. Só que Lúcio não superou Renan. Oscar igualou tudo colocando a bola na rede. Lins converteu seu chute. Bolatti levou a decisão para as cobranças alternadas. Rodolfo jogou a pressão para o outro lado. Nei não desperdiçou. Adilson não venceu o goleiro do Inter. Tudo ficou nos pé direito de Zé Roberto. O meia contratado no começo do ano deu o 40º título gaúcho ao Colorado.
No fim de semana ocorre a estreia de ambos no Campeonato Brasileiro. O Grêmio receberá o Corinthians, enquanto o Inter enfrenta o Santos, na Vila Belmiro.
O clássico
Contando quatro jogos sem vitória, temendo preencher todos os dedos de uma mão sem ganhar, Falcão recorreu a um fato novo para escalar o Inter. Optou por Juan na lateral esquerda, colocando Kleber no meio-campo, formação inédita desde sua chegada.
Não funcionou. O começo de jogo mostrou um time, o Grêmio, contra 11 jogadores. O domínio era total. Os colorados não conseguiam tocar a bola, ter o domínio e ditar o ritmo. O Tricolor, por outro lado, se empunha em todos os aspectos, mostrava-se superior.
Se a bola aérea se mostra há muito tempo um problema para o clube do Beira-Rio,a linha do impedimento ganha força na disputa das maiores falhas. Novamente a defesa vacilou nesse aspecto, permitindo que Lúcio, aos 15 minutos, entrasse frente a frente com Renan e marcar.
O título passava a ser questão de tempo. Em casa, contra um adversário perdido em campo, somente um desastre poderia fazer a taça escapar das mãos gremistas. Viçosa, aos 18 minutos, parou duas vezes em Renan. Só que em Gre-Nal nada é fácil. Em um lance tudo pode mudar.
Falcão, aos 28 minutos, assinou seu fracasso na escalação ao colocar Zé Roberto no lugar de Juan. Menos de uma volta inteira do ponteiro no relógio, a primeira jogada de qualidade surgiu. D'Alessandro tabelou com Zé Roberto, este último cruzou por baixo e Leandro Damião empatou. O placar apontava Grêmio 1 x 1 Inter. Mas na verdade, o empate era contra Damião. Era , praticamente, o time de um homem só. Dos três arremates vermelhos, todos tinham sido do camisa 9.
O gol não mudou o desenho em campo, agora, emoldurado por um belo arco-íris. A diferença é que a qualidade das atuações não estava tão distante. Um clássico é um jogo propício para o imponderável acontecer. O inesperado se materializou aos 46 minutos, pegando o rebote do escanteio, Andrezinho acertou o canto de Victor, virando o Gre-Nal.
O segundo tempo começou com o clima de que tudo poderia acontecer. A tensão era transparente a cada movimento. As ações passaram a ser parelhas. Todos em busca de um gol. Um gol que significava um título sobre o maior rival.
Após cruzamento de Zé Roberto, Damião completou para fora. Na sequência, Viçosa bateu para fora. Seguia tudo indefinido.
Um traço mais claro do que ocorreria apareceu aos 27 minutos, quando Zé Roberto foi derrubado por Victor na área. Na cobrança, D'Alessandro foi perfeito, colocando as taças nas mãos vermelhas. Ao Grêmio restavam 15 minutos para mudar os caminhos do Gauchão. Para tentar reverter a situação, Renato Gaúcho trocou a dupla de ataque, colocando Borges e Lins ao mesmo tempo, dando pulmões novos ao setor ofensivo.
Em má situação no clube, Borges mostrou que ainda tem seu valor. Após cruzamento, Renan subiu e segurou a bola, na descida bateu em Índio, no rebote, o centroavante gremista, onde centroavante tem que estar, descontou, aos 36 minutos. Gol que mantinha o Grêmio atrás, mas que levava a decisão do título para os pênaltis.
FICHA TÉCNICA - GRÊMIO 2 (4) X (5) 3 INTER
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS) Data: 15 de maio, domingo Horário: 16 horas (de Brasília) Árbitro: Leandro Vuaden Assistentes: Autemir Hausmann e Júlio César Santos Cartões amarelos: Vilson, Fabio Rochemback, Douglas e Victor (Grêmio); Juan, Zé Roberto, D'Alessandro, Guiñazu e Bolívar (Inter)
GOLS: GRÊMIO: Lúcio, aos 15 minutos do primeiro tempo, e Borges, aos 36 minutos do segundo tempo; INTER: Leandro Damião, aos 29, e Andrezinho aos 46 minutos do primeiro tempo; D'Alessandro, aos 29 minutos do segundo tempo
GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Vilson (Willian Magrão), Rodolfo e Gilson; Fábio Rochemback, Adilson, Lúcio e Douglas; Leandro (Lins) e Junior Viçosa (Borges) Técnico: Renato Gaúcho
INTER: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Juan (Zé Roberto); Bolatti, Guiñazu, Kleber, D'Alessandro e Andrezinho (Oscar); Leandro Damião Técnico: Paulo Roberto Falcão