domingo, 24 de julho de 2011

Uruguai goleia Paraguai e sagra-se campeão da América

Por Gabriel Pontes (@gabrielpontes14), com informações do Globoesporte


Aplicado, jogando um futebol bonito, recheado de toques, e de defesa bem composta, e com atacantes matadores, que desequilibram a qualquer momento, fora um goleiro que encantou a todos. A essas qualidades podemos destinar ao Uruguai. O bom futebol que os uruguaios proporcionaram nesta Copa América foi visto durante a final também, diante do Paraguai. Não poderia, segundo muitos, haver outro campeão desse torneio, a não ser a Celeste, que convenceu até mesmo quando poucos acreditavam nela.

Para conquistar o 15º título do torneio, os uruguaios teriam que passar pelo teimoso Paraguai. A equipe que eliminou o Brasil nos pênaltis nas quartas-de-final não faviam vencido, nem perdido, nenhuma partida. Dos cinco jogos disputados até esta tarde, cinco empates o Paraguai acumulou. E estaria disposto a acumular mais um, se necessário, diante do ofensivo time do Uruguai.


Em meio ao show de beleza de uruguaias de paraguaias, que junto com admiradoras de outras seleções, encantaram essa Copa, Paraguai e Uruguai iniciaram a partida a todo vapor. Com pouco mais de um minuto de jogo, após cobrança de escanteio de Forlán, Lugano cabeceou para defesa de Justo Villar. Na sobra, Coates arrematou para o meia Ortigoza "defender". O pênalti claro não foi assinalado pelo árbitro brasileiro Sálvio Spínola.

O Paraguai se assustou com o lance e ficou apenas na defensiva. O goleiro Justo Villar fazia o que podia e mais um pouco para evitar o gol uruguaio. Auxiliado por Paulo da Silva, Verón, Piris e todo o sistema defensivo, Villar suportou a pressão por pouco tempo. Aos 11 minutos, Diego Pérez fez cruzamento, e a bola sobrou para Suárez. O matador uruguaio cortou o defensor e abriu o placar a favor da Celeste, que fazia a festa no estádio Monumental de Nuñez.

Atrás do placar, o Paraguai foi forçado a reaparecer na partida, investindo mais no ataque. Vera, aos 15, assustou o goleiro Muslera. Era o Paraguai voltando ao jogo, que ainda viu Forlán quase aumentar o placar, aos 32. Cinco minutos depois, foi a vez de Suárez assustar Villar, dando equilíbrio e emoção ao jogo.

Antes do término do primeiro tempo, o Uruguai ainda conseguiu fazer o segundo gol. Após passe do "quase ex-botafoguense" Arévalo, o atacante Forlán, que muitos o criticaram durante essa Copa América, chutou forte e seco, fazendo um lindo gol, o segundo da tarde. 2 a 0 para o Uruguai.

Menos recuado em relação ao primeiro tempo, o Paraguai, que não contava com o seu técnico no banco de reservas (Gerardo Martino cumpria suspensão por uma expulsão na semifinal diante da Venezuela), voltou para a etapa final correndo atrás do prejuízo. O Uruguai, por sua vez, se postava bem na defesa e não deixava o rival pressionar. Os paraguaios por pouco não fizeram o primeiro no jogo. Váldez carimbou chute forte no travessão de Muslera.


O Uruguai, porém, em nada se abateu. Pelo contrário, continuou animado, em busca do terceiro e último gol. Suárez quase marcou, aos 29, assistindo bela defesa de Justo. O time uruguaio ia cozinhando o jogo, segurando o placar que dava a eles a glória. E aos 44, Forlán fez o terceiro gol da Celeste, o seu segundo gol no jogo. 3 x 0, e fim de papo. O Uruguai, melhor time dessa competição, venceu sob aplausos de sua torcida apaixonada, presente em massa no Monumental.


Ficha Técnica:


Uruguai 3 x 0 Paraguai

Gols:
Uruguai: Luis Suárez, aos 11min, e Diego Forlán, aos 41min do primeiro tempo, e Diego Forlán, aos 44min do segundo tempo

Uruguai:
Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Coates e Cáceres (Godín); Álvaro González, Diego Pérez (Eguren), Arevalo Rios e Alvaro Pereira (Cavani); Diego Forlán e Luis Suárez
Treinador: Oscar Tabarez

Paraguai:
Villar; Veron, Paulo da Silva, Marecos e Piris; Vera (Hernán Pérez), Ortigoza, Victor Cáceres (Estigarribia) e Riveros; Zeballos (Barrios) e Haedo Valdez
Treinador: Gerardo Martino

Cartões Amarelos:
Uruguai: Maxi Pereira, Cáceres, Diego Pérez e Coates
Paraguai: Victor Cáceres e Vera

Árbitro:
Sálvio Spínola (Brasil)

Local:
Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (Argentina)


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